terça-feira, 30 de agosto de 2011

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

como



como todo o mundo
quero a alegria
de tristeza leve o diabo
essa morte do dia a dia

setembro



não estamos sós
setembro vem
com o desvelo da semente

ronesta é meu nome



uma atrás da outra
palavra perfilhada
com mel e falsidade,
tumba plagiada
querendo oscar wilde

nem vazia, nem oca
ironia e mais nada
falsa maldade
carpindo fechada
salgando onde arde


vingança



e agora vem bater asas na minha vidraça,
me escorraçou pro escuro, me deixou cinza
por dias a fio

sem graça abro os braços
nua atrás do brilho fingidor
um segundo de luz

desfeita visto lentamente
a roupa de capuz
e ligo o gás

ausente

onde andei que a ti não vi
rondando de olhos apertados
na minha saudade

não por falta de lembrar
nem de sonhar todo o santo dia
a mão cheia de primavera

que tocarias no lábio por primeiro
engolindo o arzinho de jasmim
que te dedico de todo o coração

e também o voo de todas as vontades
para que continues aninhando em mim
vestindo musica e paixão



este amor



triste de não ter o mar
quebro a taça, arrependida
imperfeito céu este amor
perfeito como a vida