segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Poesia


Mesmo que não haja terra,
além do abismo que o mar esconde,
mesmo que o sonho vire vento
assombrando lago e ilha,
e o azul assinale o fim,
tens a mim, líquida e terna.

Entre o sal e o rio onde
sombras beiram os medos, entro.
Te rodeio oculta, submersa quilha,
tens a mim!

Assim te quero, e por querer,
assim me queres, como sombra,
sob tua clareza e verdor,
coração único, sim.

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