dance, dance de rosto colado de alma lavada menina levada não esqueça de rodopiar no intervalo do um, dois tres quatro enrole, desenrole abrace a música se deixe levar
quinta-feira, 17 de novembro de 2016
chove devagarinho, então não quero falar do presente, só do passado. onde é que tu anda, passado? vem me abraçar novamente, já não tenho mais tanto medo
quarta-feira, 16 de novembro de 2016
lusitana se fez a língua de novo, novinha, lustrosa bebe no rio eterno, na casa sagrada
do tempo se fez a fala urgente de toda outra palavra da margem se fez caminho traçado formigando no mapa do espaço, se fez a luta nele abraço mortos, canga e o limo que a fina praia índica lamina
exuberante jardim
faço de tudo,
e de nada: debocha de mim! sabe a rosa que cala na mão errada, espinha? é assim, água de beber terra de colher, leio folhas, linhas cabais desatinos hão de rolar antes da meia lua, chuva de sementes chove chuvinha, andarei na sombra, na sombra descansa a luz
sábado, 12 de novembro de 2016
gosto de incêndios
a paz, é cinza
no esquecimento
recebi pedido de inimizade
já não sou unanimidade
desisto da mediocridade
domingo, 6 de novembro de 2016
novembro vai passar inteiro
de um a trinta, aposto
palavras enlaço, não largo
ainda estranho o suspiro preso
atado no arco, alvo certeiro,
se a flecha alcança o que gosto
e o desejo acena tudo que apago,
partilho o peso
do aço que tenho no peito
que corta e lembra