domingo, 17 de fevereiro de 2013

as mulheres da minha razão, neste domingo

Clarice, você viu a palavra branca e fria,
na mesa branca e fria?

Sophia, você leu a palavra, no papel branco e frio?
A palavra gela no papel branco e frio.

Camile, você sofreu no primeiro dia de um verso em branco?
Ana, você escutou um verso em branco, no primeiro dia?

Cecília, você viu o verso em branco?

Louise, você tocou a palavra branca e fria?

Virginia, você estava no primeiro dia?

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Puglia

E se a matéria líquida da estrada andada, aquela pisoteada por Creta fosse marcada por flashs na madrugada? E se alguém descobrisse que outros vieram e mijaram, cães cheirando, tomando o brilho da pedra? E se o pedaço estelar na noite de Lecce, calçando andarilhos famintos de andar, apagasse a estrela? Pegaria a linha prata de Leuca, lavaria o pé no mar que divide o um do outro. E se o homem morto mostrasse o abismo de se atirar? E se a barca albanesa descarregasse tantos quantos brilham no sol da muralha? E se partir fosse apontar o rosto da deusa, ficaria até que a ogiva branca mostrasse a luz eterna

sexta-feira, 13 de abril de 2012

sábado, 31 de março de 2012

domingo, 11 de março de 2012

Alguns

abro a garrafa
o sol adoça
o vinhedo

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a primavera 
entra pela porta
do teu nascimento

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olho pela primeira vez
o outono ouro
que me trouxe

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lá se vai a grandes passos
batendo duro na terra
o inverno


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alguns junto
miolo de pão
contado

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agora pérola
último suspiro
outrora areia


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vinha 
pé no chão
fé no vinho

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012