a luz boiando não deixa o olho
de olhar tanta imensidão
e mais no escuro em volta,
mais se faz brilho
deseja todo o desejo preso
na infinita solidão
domingo, 7 de maio de 2017
terça-feira, 7 de março de 2017
domingo, 12 de fevereiro de 2017
se o teu sapato ainda pisa no meu
azar do sapateiro
palavras soltas ao léu
a última pista,
persianas abertas, vista pro céu
cama, coberta, coração,
vou mover uma ação
contra a memória
e a mania de crer na história
contada, sempre requentada
azar da cozinheira
vai passar a sangria da noite
e o dia, afinal nem trouxe açoite
azar do torturador
sambaram nossos ancestrais
nos elos de ferro, tempo fugaz
azar do ferreiro
manias soltas, atos numéricos
de um a cinco, amarras esféricas
azar do amador
que dá voltas ao seu redor
pra chegar de volta na crença da dor
azar do sapateiro
palavras soltas ao léu
a última pista,
persianas abertas, vista pro céu
cama, coberta, coração,
vou mover uma ação
contra a memória
e a mania de crer na história
contada, sempre requentada
azar da cozinheira
vai passar a sangria da noite
e o dia, afinal nem trouxe açoite
azar do torturador
sambaram nossos ancestrais
nos elos de ferro, tempo fugaz
azar do ferreiro
manias soltas, atos numéricos
de um a cinco, amarras esféricas
azar do amador
que dá voltas ao seu redor
pra chegar de volta na crença da dor
sábado, 11 de fevereiro de 2017
mais uma vez
guardo a granada do lado esquerdo
depois esqueço e jogo as palavras na vala,
esfolando a delicadeza da lama,
no intervalo, interjeições benevolentes
bandeira branca, copo de brahma,
havia um carnaval
havia uma vontade de pegar na mão de cada irmão,
no percurso entre um bar e outro,
deixava-se a alma
depois o aperto, o adeus comovido,
no inferno há vagas,
e já se paga pra ir
nem quero te falar, meu bem
hoje é sexta e tem uma lua irresistível
de encher o olho de brilho do teu olho,
então sigo olhando o céu,
sigo olhando o chão
sigo catando pólvora e lâmina
pra não perder a memória,
de na hora,
levar a mão devagar no peito,
arrancar o pino
guardo a granada do lado esquerdo
depois esqueço e jogo as palavras na vala,
esfolando a delicadeza da lama,
no intervalo, interjeições benevolentes
bandeira branca, copo de brahma,
havia um carnaval
havia uma vontade de pegar na mão de cada irmão,
no percurso entre um bar e outro,
deixava-se a alma
depois o aperto, o adeus comovido,
no inferno há vagas,
e já se paga pra ir
nem quero te falar, meu bem
hoje é sexta e tem uma lua irresistível
de encher o olho de brilho do teu olho,
então sigo olhando o céu,
sigo olhando o chão
sigo catando pólvora e lâmina
pra não perder a memória,
de na hora,
levar a mão devagar no peito,
arrancar o pino
se o teu sapato ainda pisa no meu
azar do sapateiro
palavras soltas ao léu
a última pista,
persianas abertas, vista pro céu
cama, coberta, coração,
vou mover uma ação
contra a memória
e a mania de crer na história
contada, sempre requentada
azar da cozinheira
vai passar a sangria da noite
e o dia, afinal nem trouxe açoite
azar do torturador
sambaram nossos ancestrais
nos elos de ferro, tempo fugaz
azar do ferreiro
manias soltas, atos numéricos
de um a cinco, amarras esféricas
azar do amador
que dá voltas ao seu redor
pra chegar de volta na crença da dor
azar do sapateiro
palavras soltas ao léu
a última pista,
persianas abertas, vista pro céu
cama, coberta, coração,
vou mover uma ação
contra a memória
e a mania de crer na história
contada, sempre requentada
azar da cozinheira
vai passar a sangria da noite
e o dia, afinal nem trouxe açoite
azar do torturador
sambaram nossos ancestrais
nos elos de ferro, tempo fugaz
azar do ferreiro
manias soltas, atos numéricos
de um a cinco, amarras esféricas
azar do amador
que dá voltas ao seu redor
pra chegar de volta na crença da dor
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