domingo, 9 de outubro de 2016

eu desfiz tudo pra você gostar de mim





as aparências desenganam







vou pra grécia, nadar no mar egeu
colher marisco e coral, andar de peixe espada
mensagem só por farol ou garrafa arrolhada,
logo me reconhecerás, estou aqui, assino eu
mesmo sombra,
mesmo duplo,
atrás da vidraça
te vi único

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

os dias


aí está vaso, terra, esperança e deus
escondidos nos dias
quando não olhas a flor que plantei

os gestos e os objetos

observo a flor
ouço o vento
estendo a mão
danço mambo
canto só
quero muito
não faço concessões

sábado, 1 de outubro de 2016

desconcerto



de um pulo só,
veio o coração do peito,
pela boca saiu de vez,
não houve voz, não houve jeito,
levantou menina e cadeira
frio na barriga, palidez,
isto é coisa que se faça, debandando sem porteira
perseguida pela flecha que nunca erra
alvo que é posto, olhar do moço

da lembrança na retina, te perdes toda noite,
abre o peito, ó menina, deixa o amor pra poesia,
abre os olhos, ó menina, acorda sem fantasia
lembra da lua que dorme de dia
pra que imagines na sombra, outra noite clarear
tantas palavras podem ser luz
podem ser chama a iluminar