então já não estarás,
a espera vencida
te toma pela mão e te leva
onde o sal te consola
mesmo assim, carregas tanta vida
pulsando onde tudo te quer
desenho de Ana Hatherly
terça-feira, 25 de agosto de 2015
Partir sem ti não existe!
Voas aonde os olhos não podem alcançar,
E entre nós esse imenso céu...
A luz que ousamos reconhecer,
Pode cegar os nossos olhos,
Os mesmos que não alcançam o voo...
E na escuridão assumo, enfim, o risco,
De navegar num céu desconhecido,
Guiado apenas pelo que sinto:
A certeza de que não estou sozinho.
Encontrei quem me merece!
Nada de mim pode ser guerra,
Pois nada preciso fazer,
A não ser esperar...
Nenhuma promessa precisa ser feita:
A criação está jorrando!
A fonte foi aberta!
A força pode ser sentida,
E com um pouco de sorte,
Talvez meu peito não exploda.
Meu amor:
Neste branco papel,
Segura a minha mão,
E desenha o teu céu!
Voas aonde os olhos não podem alcançar,
E entre nós esse imenso céu...
A luz que ousamos reconhecer,
Pode cegar os nossos olhos,
Os mesmos que não alcançam o voo...
E na escuridão assumo, enfim, o risco,
De navegar num céu desconhecido,
Guiado apenas pelo que sinto:
A certeza de que não estou sozinho.
Encontrei quem me merece!
Nada de mim pode ser guerra,
Pois nada preciso fazer,
A não ser esperar...
Nenhuma promessa precisa ser feita:
A criação está jorrando!
A fonte foi aberta!
A força pode ser sentida,
E com um pouco de sorte,
Talvez meu peito não exploda.
Meu amor:
Neste branco papel,
Segura a minha mão,
E desenha o teu céu!
(Marcos Ungaretti}
sábado, 25 de julho de 2015
“Dientes de flores, cofia de rocío, manos de hierbas, tú, nodriza fina, tenme puestas las sábanas terrosas y el edredón de musgos escardados.
Voy a dormir, nodriza mía, acuéstame. Ponme una lámpara a la cabecera, una constelación, la que te guste, todas son buenas; bájala un poquito.
Déjame sola: oyes romper los brotes, te acuna un pie celeste desde arriba y un pájaro te traza unos compases para que te olvides. Gracias… Ah, un encargo, si él llama nuevamente por teléfono le dices que no insista, que he salido…”
Alfonsina Storni
deixo uma lâmpada acesa,
para quando encontrares palavra
possas reconhecer
na luz pouca, uma canção
deixo um verso, uma reza
num banco de praça qualquer
como vestigio branco da tarde
na lente clara do olhar
deixo um pássaro, uma pena
um jeito de voltar em câmera lenta,
no sol ou na chuva,
nesse tanto, um pedaço de espera
procuro pouso incerto
na soleira, um cão
terça-feira, 14 de julho de 2015
as tardes de abril- musica do Heron, letra minha
O sol arde às cinco
E chegas às seis
Me trazes calor
Me tiras o ar
Nas tardes de abril
Te abrigas em mim
O sal cai em gotas
Suor sobre ti
Que brilhas na luz
Metades de sol
Quem sabe de nós
Paisagem macia
Tua pele na minha
Em poros e pelos
Impressa inteira
Depois do luar
Desmanchar o dia
Saindo desenhas
Palavras no tempo
Sussurras nas horas
Silêncios de abril
E chegas às seis
Me trazes calor
Me tiras o ar
Nas tardes de abril
Te abrigas em mim
O sal cai em gotas
Suor sobre ti
Que brilhas na luz
Metades de sol
Quem sabe de nós
Paisagem macia
Tua pele na minha
Em poros e pelos
Impressa inteira
Depois do luar
Desmanchar o dia
Saindo desenhas
Palavras no tempo
Sussurras nas horas
Silêncios de abril
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